
Lembro disso agora por conta da recente gripe suína que surgiu no México na semana passada, já atingiu os Estados Unidos e o Canadá, e põe em alerta os governos mundo afora. Pandemias mundiais também estão na ficção científica, e o cinema as abordou recentemente em "Eu sou a lenda" e "Ensaio sobre a cegueira". Nas telas, o resultado para a humanidade não tem sido positivo. No mundo real, a ameaça é real também.
Nas últimas décadas, a circulação de pessoas pelo mundo aumentou exponencialmente e há muito fugiu do controle dos governos. Restrições têm impacto econômico tão negativo que se tornam inviáveis se forem prolongadas por mais que dias ou semanas. Logo, a chance de se conter a disseminação de um vírus é muito pequena, praticamente impossível.
Para terminar esse post hipocondríaco, mais um comentário na linha sombria de Asimov: por razões pouco explicáveis, os vírus mais devastadores têm sistemas complexos de transmissão e por isso são mais facilmente contidos. Imagine se a AIDS ou o Ebola fosse transmitido pelo ar, com a facilidade de uma gripe. É, melhor parar de pensar em vírus e ir ao cinema. Comédia, por favor.
1 comentários:
Bom texto, Rodrigo!
Vou procurar essa obra, me pareceu interessante.
O momento não poderia ser mais oportuno para refletirmos sobre as possíveis consequências de uma pandemia. É, realmente, um perigo iminente, dada a facilidade de se locomover pelo mundo - como você colocou.
Ao invés de uma comédia, procure por "Epidemia" nas locadoras. Tem um elenco excelente e trata justamente do medo de uma contaminhação global viral.
Enzo
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